Por que cantores mascam chiclete durante os shows?
No Rock in Rio, o show do Foo Fighters trouxe uma cena curiosa, mas familiar para quem acompanha a banda de perto: Dave Grohl mascando chiclete enquanto cantava. Ele não está sozinho nessa. Marcus Mumford, do Mumford & Sons, também tem esse costume e deu uma mascadinha no festival. Muito antes, Liam Gallagher no Oasis, Rob Halford no Judas Priest, John Lennon nos Beatles e até o tenor Luciano Pavarotti foram vistos com goma de mascar na boca.
Mas por que eles fazem isso? A ciência vocal mostra que o hábito tem fundamento. O médico austríaco Emil Froeschels, um dos pioneiros da fonoaudiologia, foi responsável por descrever e fundamentar cientificamente, no final dos anos 1940, o uso do método da mastigação como recurso terapêutico associado à fala e à voz.
O que dizem as especialistas?
Thays Vaiano, fonoaudióloga de cantores como Ludmilla e Iza, explica que a técnica de mastigação isoladamente não melhora a voz, mas pode deixar a articulação mais solta. Mastigar altera o padrão de ativação da musculatura do rosto, o que facilita uma configuração vocal menos rígida para o cantor.
Além da tensão muscular, há a questão da lubrificação. Janaína Pimenta, fonoaudióloga e coach vocal de Ivete Sangalo e Luan Santana, relata que muitos artistas sofrem com a boca seca devido ao nervosismo ou ao uso de remédios para dormir, ansiedade e pressão alta, que deixam a saliva mais grossa. Mascar gomas específicas ajuda a estimular a salivação.
Outro problema comum entre cantores é o refluxo gastroesofágico, causado pelo constante apoio diafragmático. O ácido que volta do estômago pode queimar as pregas vocais. Hoje, existem chicletes no mercado que ajudam a combater esse refluxo, protegendo a garganta de quem canta com muita intensidade.
Foo Fighters faz último show do primeiro dia de Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
De todos os cantores, o que mais fala sobre os benefícios do chiclete é Dave Grohl. O vocalista já explicou em entrevistas que a mastigação virou um hábito quase supersticioso, mas que começou por necessidade.
Como o líder do Foo Fighters passa grande parte do show gritando com força total, a goma ajuda a manter a garganta lubrificada para que ele não engasgue com o esforço extremo. Em outras ocasiões, associou o hábito ao uso de chiclete de nicotina.
Rob Halford tem uma abordagem diferente. Ele prefere chicletes de mentol e eucalipto, pois sente que os ingredientes ajudam a manter os seios da face e as vias respiratórias desobstruídos. É um uso bem particular, já que, no geral, chicletes de menta podem até prejudicar na hora de cantar.
Apesar dos benefícios, as especialistas fazem ressalvas. Cantar com algo na boca o tempo todo pode gerar um desconforto na mandíbula e dificultar os ajustes finos necessários para a articulação das palavras. É por isso que o uso deve ser comedido. O ideal é não passar o show inteiro mastigando de forma intensa, para não comprometer a dicção, a emissão e a projeção da voz.
No Rock in Rio, o show do Foo Fighters trouxe uma cena curiosa, mas familiar para quem acompanha a banda de perto: Dave Grohl mascando chiclete enquanto cantava. Ele não está sozinho nessa. Marcus Mumford, do Mumford & Sons, também tem esse costume e deu uma mascadinha no festival. Muito antes, Liam Gallagher no Oasis, Rob Halford no Judas Priest, John Lennon nos Beatles e até o tenor Luciano Pavarotti foram vistos com goma de mascar na boca.
Mas por que eles fazem isso? A ciência vocal mostra que o hábito tem fundamento. O médico austríaco Emil Froeschels, um dos pioneiros da fonoaudiologia, foi responsável por descrever e fundamentar cientificamente, no final dos anos 1940, o uso do método da mastigação como recurso terapêutico associado à fala e à voz.
O que dizem as especialistas?
Thays Vaiano, fonoaudióloga de cantores como Ludmilla e Iza, explica que a técnica de mastigação isoladamente não melhora a voz, mas pode deixar a articulação mais solta. Mastigar altera o padrão de ativação da musculatura do rosto, o que facilita uma configuração vocal menos rígida para o cantor.
Além da tensão muscular, há a questão da lubrificação. Janaína Pimenta, fonoaudióloga e coach vocal de Ivete Sangalo e Luan Santana, relata que muitos artistas sofrem com a boca seca devido ao nervosismo ou ao uso de remédios para dormir, ansiedade e pressão alta, que deixam a saliva mais grossa. Mascar gomas específicas ajuda a estimular a salivação.
Outro problema comum entre cantores é o refluxo gastroesofágico, causado pelo constante apoio diafragmático. O ácido que volta do estômago pode queimar as pregas vocais. Hoje, existem chicletes no mercado que ajudam a combater esse refluxo, protegendo a garganta de quem canta com muita intensidade.
Foo Fighters faz último show do primeiro dia de Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
De todos os cantores, o que mais fala sobre os benefícios do chiclete é Dave Grohl. O vocalista já explicou em entrevistas que a mastigação virou um hábito quase supersticioso, mas que começou por necessidade.
Como o líder do Foo Fighters passa grande parte do show gritando com força total, a goma ajuda a manter a garganta lubrificada para que ele não engasgue com o esforço extremo. Em outras ocasiões, associou o hábito ao uso de chiclete de nicotina.
Rob Halford tem uma abordagem diferente. Ele prefere chicletes de mentol e eucalipto, pois sente que os ingredientes ajudam a manter os seios da face e as vias respiratórias desobstruídos. É um uso bem particular, já que, no geral, chicletes de menta podem até prejudicar na hora de cantar.
Apesar dos benefícios, as especialistas fazem ressalvas. Cantar com algo na boca o tempo todo pode gerar um desconforto na mandíbula e dificultar os ajustes finos necessários para a articulação das palavras. É por isso que o uso deve ser comedido. O ideal é não passar o show inteiro mastigando de forma intensa, para não comprometer a dicção, a emissão e a projeção da voz.
Fonte: G1 Entretenimento
